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Super El Niño de 2026: fenômeno caminha para nível histórico e acende alerta global

O fortalecimento acelerado do El Niño em 2026 está levando climatologistas de diferentes centros de pesquisa a classificarem o fenômeno como um dos eventos mais intensos já monitorados na era moderna. Modelos da Organização Meteorológica Mundial (OMM), da NOAA e do Instituto Internacional de Pesquisa para Clima e Sociedade (IRI) apontam probabilidade muito elevada de que o episódio permaneça ativo até 2027, com intensidade suficiente para ser enquadrado como um "Super El Niño".



Dados que bateram recordes

Os indicadores mais recentes mostram uma sequência de marcas históricas:

  • A NOAA estima 97% de probabilidade de o El Niño permanecer ativo até o início de 2027.

  • O IRI elevou para 100% a probabilidade de manutenção das condições de El Niño durante praticamente todo o segundo semestre de 2026.

  • Modelos oficiais indicam uma possibilidade significativa de o evento atingir a categoria de El Niño muito forte, semelhante ou até superior aos episódios de 1997-98 e 2015-16.

  • Estudos científicos publicados neste ano sugerem que o aquecimento do Pacífico poderá contribuir para novos recordes de temperatura média global.


Impactos já observados

Mesmo antes do pico do fenômeno, diversos países registram efeitos consistentes com um El Niño de grande intensidade.

Na África, estimativas do Banco Africano de Desenvolvimento apontam prejuízos econômicos entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões, impulsionados por secas severas, enchentes, perdas agrícolas e aumento da insegurança alimentar.

Na América do Norte, o fortalecimento do El Niño já está associado à intensificação de ondas de calor, incêndios florestais e alterações importantes na temporada de furacões do Pacífico.


Instituições financeiras também alertam para reflexos econômicos globais. O JPMorgan estima que a combinação entre um Super El Niño e pressões sobre o mercado de energia poderá elevar a inflação mundial em 2027, principalmente devido ao aumento dos preços dos alimentos. Países agrícolas, como o Brasil, estão entre os mais sensíveis a esse cenário.


O que esperar para o Brasil

Historicamente, eventos intensos de El Niño alteram significativamente o regime de chuvas no país.

Os principais impactos esperados incluem:

  • aumento das chuvas no Sul;

  • estiagens prolongadas em partes do Norte e Nordeste;

  • ondas de calor mais frequentes no Centro-Oeste e Sudeste;

  • maior risco de incêndios florestais e redução da umidade do solo em algumas regiões.

A intensidade final dos efeitos dependerá da evolução do oceano Pacífico nos próximos meses, mas os principais centros meteorológicos internacionais já recomendam que governos e setores como agricultura, energia e defesa civil mantenham planos de adaptação e monitoramento contínuo.


Cenário histórico

Caso as projeções atuais se confirmem, o Super El Niño de 2026 poderá entrar para a história como um dos mais fortes desde o início das medições modernas, ao lado dos eventos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16. Especialistas ressaltam, porém, que ainda existe incerteza sobre sua intensidade máxima, embora o consenso científico seja de que o fenômeno terá alcance global e potencial para influenciar o clima, a economia e a segurança alimentar durante os próximos meses.

 
 
 

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