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Serrinha do Paranóa ganha plantio de árvores e projeto de manutenção e monitoramento

A ação, fruto de convênio entre a Secretaria de Agricultura (Seagri-DF), o Instituto Oca do Sol e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, prevê não apenas o plantio, mas também manutenção e monitoramento das árvores por dois anos
A ação, fruto de convênio entre a Secretaria de Agricultura (Seagri-DF), o Instituto Oca do Sol e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, prevê não apenas o plantio, mas também manutenção e monitoramento das árvores por dois anos

Desconhecida por grande parte da população, a Serrinha do Paranoá começa a ganhar protagonismo no debate sobre segurança hídrica e preservação ambiental do Distrito Federal. Localizada em área de núcleos rurais e marcada por escarpas e zonas de recarga hídrica, a região abriga 119 nascentes, das quais 78 necessitam de recuperação imediata. É desse território que parte da água que abastece o Lago Paranoá e, por consequência, milhares de moradores da capital.


Na última quarta-feira (21), o Governo do Distrito Federal iniciou o plantio de 22 mil mudas de espécies nativas do Cerrado, dentro do Plano de Recomposição Vegetal da Serrinha. A ação, fruto de convênio entre a Secretaria de Agricultura (Seagri-DF), o Instituto Oca do Sol e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, prevê não apenas o plantio, mas também manutenção e monitoramento das árvores por dois anos.


O projeto nasceu de um diagnóstico ambiental que avaliou a qualidade das nascentes e o grau de degradação da área. “É uma ação extremamente importante para o Distrito Federal. O diagnóstico mostrou onde precisávamos agir, e agora entramos com a recomposição”, explicou o secretário de Agricultura, Rafael Bueno. Segundo ele, a iniciativa contribui para aumentar a produção de água e conservar o solo, beneficiando produtores rurais e o Lago Paranoá.


Mais do que uma ação pontual, o plantio de mudas na Serrinha do Paranoá abre espaço para que os brasilienses conheçam e valorizem um território que, embora discreto, é vital para a sustentabilidade da capital. Em tempos de preocupação com a escassez hídrica, iniciativas como essa mostram que o futuro da água no DF depende também da preservação de áreas pouco conhecidas, mas fundamentais.

Serrinha do Paranoá

A relevância da Serrinha vai além da questão ambiental. Com dez núcleos rurais, a região é também espaço de produção agrícola e de vida comunitária. Para o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, preservar as nascentes é preservar o futuro da cidade. “Essas nascentes são muito importantes para o abastecimento do Lago Paranoá. É um trabalho essencial de preservação ambiental”, afirmou.


O plano prevê ainda medidas técnicas como cercamento de áreas, controle de formigas, adubação e implantação de aceiros para prevenção de incêndios. Para a presidente do Instituto Oca do Sol, Sol Udry, trata-se de um esforço para evitar que a erosão e a urbanização acelerada comprometam a identidade da região. “É relevante manter, recuperar e acelerar a identidade da Serrinha como produtora de água”, destacou.


O secretário de Meio Ambiente, Gutemberg Gomes, reforça que o trabalho é transversal e envolve governo e sociedade civil. “Detectamos nascentes precisando de regeneração e estamos plantando árvores do Cerrado para preservar a Serrinha e, consequentemente, o Lago Paranoá”, disse.



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