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Seminário “Jornada do Cordel – Patrimônio Cultural do Brasil” debate salvaguarda, educação e diversidade da arte verbal


O Seminário Jornada do Cordel – Patrimônio Cultural do Brasil será realizado no dia 6 de fevereiro de 2026, das 9h às 17h30, no Auditório do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília. O encontro integra as ações de reflexão, avaliação e projeção da política de salvaguarda da Literatura de Cordel, reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.


A proposta do seminário é realizar um balanço crítico sobre a situação atual do cordel, considerando sua historicidade, sua vitalidade contemporânea e os desafios para sua continuidade social, simbólica e educativa. A programação reúne cordelistas, pesquisadores, professores, gestores públicos e representantes de associações culturais, fortalecendo o diálogo entre saberes tradicionais, universidade e políticas públicas.


Segundo João Bosco Bezerra Bonfim, poeta cordelista e coordenador técnico da Jornada do Cordel, o seminário marca um momento decisivo para avaliar os impactos do reconhecimento institucional. “O cordel já teve seu valor artístico reconhecidohá décadas no meio acadêmico. O que precisamos agora é analisar o que, de fato, mudou nesses sete anos do reconhecimento como patrimônio imaterial e quais caminhos ainda precisam ser percorridos para garantir sua continuidade viva, social e plural”, afirma.

A Mesa 1 – Mecanismos de salvaguarda do cordel decorridos sete anos da declaração do bem abre os debates com foco nos avanços, limites e perspectivas das ações institucionais e comunitárias. Estão em pauta o protagonismo dos detentores, a proteção do folheto impresso, a oralidade e a sustentabilidade da prática. Para João Bosco, a noção de salvaguarda é central: “No caso do cordel, salvaguardar não é engessar nem museificar. É ampliar circulação, fortalecer os poetas, garantir edição, leitura, escuta e transmissão entre gerações”.


Já a Mesa 2 – Desafios para a difusão do cordel nas escolas discute o papel estratégico da educação na transmissão dessa tradição. O debate aborda experiências pedagógicas, formação docente e a inserção qualificada do cordel nos processos de ensino e aprendizagem. “Ainda existe um olhar folclorizante sobre o cordel na escola. Nosso desafio é fazer com que ele seja reconhecido como linguagem artística, como visão de mundo e como instrumento potente de leitura, escrita e oralidade”, destaca o coordenador.


O encontro se encerra com o debate “Arte verbal do cordel, vozes e diversidade”, que reúne gestores públicos e representantes do campo do cordel para discutir políticas culturais, diversidade de sujeitos, territórios e linguagens. A proposta é reafirmar o cordel como expressão plural, dinâmica e contemporânea. “O cordel nunca foi uma arte única ou homogênea. Ele sempre traduziu experiências diversas, conflitos sociais, humor, crítica e inteligência verbal do povo brasileiro”, resume João Bosco.


A programação inclui ainda a abertura oficial, com o lançamento da cartilha Meu Caderno de Cordel e a apresentação dos vencedores do Concurso Leandro Gomes de Barros de Literatura de Cordel, além do encerramento ao final da tarde.


O seminário é direcionado a cordelistas, cantadores, professores, pesquisadores, estudantes e gestores culturais, interessados em aprofundar o debate sobre o lugar do cordel na cultura brasileira contemporânea e sobre os caminhos para sua efetiva salvaguarda e difusão.

 

SERVIÇO: 

Seminário Jornada do Cordel – Patrimônio Cultural do Brasil

📅 Data: 6 de fevereiro de 2026

⏰ Horário: 9h às 17h30

📍 Local: Auditório do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

🎯 Público-alvo: cordelistas, cantadores, professores, pesquisadores, estudantes e gestores culturais

 

PROGRAMAÇÃO:


9h às 10h – Abertura

Lançamento da cartilha Meu Caderno de Cordel e apresentação dos vencedores do Concurso Leandro Gomes de Barros de Literatura de Cordel.

10h30 às 12h30 – Mesa 1

Tema: Mecanismos de salvaguarda do cordel decorridos sete anos da declaração do bem como patrimônio cultural imaterial

Palestrantes:

Maria Anilda de Figueirêdo – poeta, cordelista e liderança em organizações de literatura de cordel, incluindo a Academia de Cordelistas do Crato (CE)

Rodrigo Miranda Pordeus – Poeta cordelista, com atuação destacada na produção, circulação e defesa do cordel como expressão artística contemporânea.

Telma Braga – Escritora, formadora em mediação poética e contação de histórias, com ampla experiência em ações educativas voltadas à literatura oral e escrita.

 

Moderação:

João Bosco Bezerra Bonfim – Poeta cordelista e coordenador técnico da Jornada do Cordel.

 

12h30 – Intervalo para almoço

 

14h às 15h30 – Mesa 2

Tema: Desafios para a difusão do cordel nas escolas

Palestrantes:

Augusto Rodrigues da Silva Júnior  – Poeta e professor de Literatura Brasileira na Universidade de Brasília (UnB). Atua nos programas de pós-graduação Póslit/UnB e PPPGLA/UEA (Manaus). Doutor em Literatura Comparada pela UFF, com mestrado e graduação em Literatura pela UFG.

Bruna Paiva de Lucena – Professora, pesquisadora e produtora cultural. Doutora e mestra em Literatura e Práticas Sociais pela UnB, com pós-doutorado em Linguística Aplicada. Autora de Poéticas a céu aberto: o cordel e a crítica literária (2018) e organizadora do projeto bRASÍLIA iNSPIRA pOESIA.

Everton Francisco Silva de Araújo – Poeta, com atuação ligada à literatura popular e à formação de leitores.

Chico de Assis – Cordelista e repentista, reconhecido por sua atuação na oralidade, na performance e na tradição do improviso.

Edinéia Alves Cruz – Doutoranda em Linguística pela UnB, mestra em Administração e especialista em Supervisão Escolar e Educação do Campo. Licenciada em Pedagogia, Letras e Artes Visuais, atua há mais de 20 anos na educação pública e é supervisora pedagógica da Escola Parque da Natureza de Brazlândia (SEEDF).

Moderação:

João Almir Mendes de Sousa – Cordelista, integrante do coletivo Cordeliando.

16h às 17h30 – Debate

Arte verbal do cordel, vozes e diversidade

Palestrantes:

Andressa Marques da Silva – Coordenadora-Geral do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), do Ministério da Cultura.

João Santana – Representante da Acrespo (Associação dos Cantadores Repentistas e Escritores Populares do DF e Entorno).

Susana Ventura – Escritora e presidente da Aeilij (Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantojuvenil).

Moderação:

João Bosco Bezerra Bonfim – Poeta cordelista e coordenador técnico da Jornada do Cordel.

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