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Greenpeace Brasil se manifesta sobre vazamento de fluido em plataforma da Petrobras

Acidente descarregou 14,945 m³ de fluído de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas, no último domingo
Acidente descarregou 14,945 m³ de fluído de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas, no último domingo

No último domingo (4), foi registrado um vazamento de fluido durante as atividades de perfuração do poço Morpho, conduzidas pela Petrobras no Bloco 59, na bacia da Foz do Amazonas. Segundo a empresa, as operações no local serão paralisadas por até 15 dias. O vazamento ocorreu a aproximadamente 2.700 metros de profundidade, com descarga direta para o mar, e teve volume estimado foi de 14,945 m³, o equivalente a cerca de 15 mil litros de fluido de perfuração, composto por uma mistura de sólidos, líquidos e produtos químicos.


“Este vazamento anuncia velhas queixas: é inadmissível a continuidade das operações de perfuração no Bloco 59, que expõem a Foz do Amazonas, sua biodiversidade e as comunidades locais a riscos ambientais graves. Adiar a decisão de suspensão dessas atividades é aceitar que o próximo vazamento, de fluido ou de petróleo, transforme uma tragédia previsível e evitável em realidade”, afirma a coordenadora da frente de Oceanos do Greenpeace Brasil, Mariana Andrade.

 

Greenpeace Brasil e outras organizações movem processo contra exploração de petróleo na Amazônia

Em outubro de 2025, oito organizações e redes dos movimentos ambientalista, indígena, quilombola e de pescadores artesanais entraram com uma ação na Justiça Federal contra o Ibama, a Petrobras e a União, pedindo a suspensão imediata das atividades e a anulação da licença de operação concedida à Petrobras para exploração do Bloco 59, que autorizou a empresa iniciar a perfuração de petróleo na bacia sedimentar da Foz do Amazonas.


Trata-se de uma Ação Civil Pública que ressalta que o estudo de impacto ambiental apresentado pela Petrobras, em suas inúmeras versões e adendos, permanece insuficiente para prever impactos socioambientais do empreendimento. Além disso, argumenta que não foram realizados estudos de impacto climático e nem a consulta livre, prévia e informada aos povos indígenas, quilombolas e povos e comunidades tradicionais impactados pela atividade.


Com este novo fato do vazamento, o Greenpeace Brasil e as demais entidades reforçam que não existe atividade de exploração de petróleo que esteja livre de riscos e que a Petrobras, por mais qualificada que seja, não está imune a falhas em suas operações que, neste caso, podem expor um ecossistema sensível e ainda pouco conhecido a danos irreparáveis.


O vazamento tem relação direta com os riscos ambientais apontados pelo processo. A ausência de uma modelagem atualizada limita estimativas de impacto em casos como esse sobre ecossistemas marinhos sensíveis, como o Grande Sistema Recifal da Amazônia. Informações sobre o vazamento foram levadas ao processo, no qual os autores reiteram a urgência de uma ação imediata do Judiciário na suspensão da licença de operação. 


“Este não é um episódio isolado. A perfuração de poços de petróleo em alto-mar é uma atividade extremamente complexa e de alto risco, frequentemente associada a vazamentos de óleo e outros compostos químicos, que podem causar efeitos devastadores sobre o meio ambiente. Entre 1975 e 2014, operações desse tipo, como a que ocorre no Bloco 59, foram responsáveis por 95,22% dos acidentes registrados em plataformas de perfuração e produção em águas profundas. Os impactos e riscos são evidentes, por isso a medida judicial de suspensão das atividades é necessária, com base nos princípios da prevenção e da precaução”, afirma Daniela Jerez, advogada do Greenpeace Brasil.

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