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GDF retira Serrinha do Paranoá do Plano de Capitalização do BRB

Região responde por 40% da água do Lago Paranoá / Foto Divulgação Ibram-DF
Região responde por 40% da água do Lago Paranoá / Foto Divulgação Ibram-DF

Em meio à tentativa de reestruturação do Banco de Brasília (BRB), a governadora Celina Leão (PP) anunciou a retirada da Gleba A da Serrinha do Paranoá do plano de capitalização da instituição.

O terreno de 716 hectares, avaliado em R$ 2,3 bilhões, corresponde a cerca de um terço do conjunto de imóveis que o governo do Distrito Federal havia incluído na proposta, estimado em R$ 6,586 bilhões. Ambientalistas destacam que a área é um manancial hídrico de grande relevância ecológica, com diversas nascentes.


Celina afirmou que a decisão foi motivada pela "preocupação ambiental" e pelo risco de insegurança jurídica que poderia comprometer os demais ativos do plano. "A questão ambiental é séria. Isso poderia contaminar os demais ativos e manter o questionamento na Justiça. A área precisa ser preservada", disse.


A governadora determinou ao Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e à Secretaria de Meio Ambiente a adoção de medidas para transformar a Serrinha em parque.


O presidente do BRB já havia indicado que a área ficaria fora das negociações em razão do imbróglio jurídico. A ideia do governo é criar um fundo de investimento imobiliário (FII) com os imóveis restantes.


Serrinha garante futuro hídrico

A Serrinha do Paranoá é considerada um cinturão verde estratégico para o Distrito Federal. Localizada no Lago Norte, a área abriga cerca de 100 nascentes já catalogadas, que alimentam nove córregos responsáveis por aproximadamente 40% da água limpa que chega ao Lago Paranoá.


Esse manancial é fundamental para o abastecimento de Brasília, especialmente após a crise hídrica enfrentada entre 2016 e 2018, quando o Paranoá passou a ser fonte de captação da Caesb.


Além da relevância hídrica, a Serrinha contribui para o equilíbrio climático, a recarga de aquíferos e a preservação do Cerrado nativo. A região também abriga produção agrícola orgânica e oferece contato direto com a natureza para moradores da capital.


Ambientalistas alertam que projetos imobiliários e de mobilidade previstos para o local podem provocar erosão, contaminação do solo e perda irreversível de biodiversidade.


Por sua importância ecológica e social, movimentos defendem que a área seja transformada em parque ambiental, garantindo a preservação das águas e a sustentabilidade de Brasília.


Fonte: Correio da Manhã

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