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Galpão Bambu abre inscrições para residências artísticas e curso inédito: um convite à criação em sinergia com o Cerrado

Espaço de criação, Ponto de Cultura e território de resistência ambiental na Serrinha do Paranoá oferece pautas gratuitas para artistas do DF e formação em Arte Corpo Bambu, reafirmando seu papel como um exemplo vivo de biointeração entre arte, cultura e natureza
Espaço de criação, Ponto de Cultura e território de resistência ambiental na Serrinha do Paranoá oferece pautas gratuitas para artistas do DF e formação em Arte Corpo Bambu, reafirmando seu papel como um exemplo vivo de biointeração entre arte, cultura e natureza

Em 2026, o Galpão Bambu - espaço de criação, sede da Cia e da Escola Nós No Bambu, realiza projeto de manutenção com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC) e abre duas frentes de atividades gratuitas voltadas à comunidade artística e ao público em geral. Estão abertas as inscrições tanto para as Ocupações em Residência Artística, destinadas a grupos e coletivos de circo, dança, teatro e performance, quanto para o Curso de Iniciação à Arte Corpo Bambu, uma oportunidade única de formação nos princípios práticos e teóricos desta linguagem do encontro do corpo com o bambu em cena, criada em Brasília e que ganhou o mundo.

 

Mais do que uma chamada para processos criativos ou educacionais, as iniciativas são um convite para que artistas e estudantes mergulhem em um território onde a arte e o meio ambiente se entrelaçam de forma indissociável.

 

 

Um laboratório de biointeração

 

Situado no Núcleo Rural Córrego do Urubu, na Serrinha do Paranoá, área rural do Lago Norte, o Galpão Bambu é muito mais do que um espaço de criação. É um Ponto de Cultura e um território de resistência ambiental, guardião da Nascente Lágrimas da Oxum, reconhecida pelo IBRAM, e de um fragmento preservado de Cerrado. Sua história é sagrada: o local abrigou um dos primeiros terreiros de Umbanda de Brasília, fundado em 1961, um legado de conexão com a terra e o sagrado que a Cia Nós No Bambu mantém vivo por meio de suas ações.

 

O conceito que orienta o espaço vai além da sustentabilidade; trata-se de uma biointeração: uma relação orgânica e de troca com a terra, onde a natureza não é vista como um recurso a ser explorado, mas como uma parceira de criação. “A terra dá, a terra quer”, um princípio que norteia desde o manejo do bambuzal até a recepção dos artistas. A chácara, com baixo índice de impermeabilização do solo e áreas de preservação, funciona como um exemplo vivo de ocupação consciente e coerente com a emergência climática.

 

“Fortalecer as ações culturais de baixo impacto ambiental do Galpão Bambu é também fortalecer uma ocupação do solo que respeita a fragilidade e a potência do Cerrado. Em um contexto de especulação imobiliária e escassez de espaços culturais, acreditamos que a arte pode e deve ser uma ferramenta de cuidado com o território”, afirma Poema Mühlenberg, multiartista e cofundadora da Cia Nós No Bambu, referência internacional na integração entre circo e bambu.

 

Residências: pesquisa, criação e encontro

A chamada para Ocupações em Residência Artística oferecerá aos grupos selecionados o uso gratuito das instalações por até dois meses, entre junho e novembro de 2026, com flexibilidade para o desenvolvimento de novas criações, aperfeiçoamento de obras ou processos de pesquisa.

 

Ao final de cada período, os residentes realizarão uma “saída de residência”: uma apresentação aberta ao público para compartilhar o processo desenvolvido. O projeto de manutenção do Galpão Bambu 2026 oferece ainda auxílio de produção, registro profissional em foto e vídeo e a possibilidade de troca artística com a Cia Nós No Bambu.

 

Curso de Iniciação: a Arte Corpo Bambu em formação

Paralelamente às residências, o projeto de manutenção também viabiliza o Curso de Iniciação à Arte Corpo Bambu, voltado a estudantes de Artes Cênicas e integrantes de grupos ou coletivos artísticos do DF. Com 30 horas de duração distribuídas em seis encontros intensivos de 5 horas cada, aos sábados e domingos de abril e maio de 2026, o curso oferece a oportunidade de conhecer os princípios práticos e teóricos desta linguagem singular.

 

Os participantes terão contato com quatro instrumentos acrobáticos artesanais de bambu – mastros, maestrim, tripé e bastão – e abordarão conteúdos como consciência corporal, relação entre corpo e chão e corpo e suspensão, técnicas de improviso, composição coreográfica e presença cênica. As aulas serão conduzidas por Poema Mühlenberg, que soma à sua trajetória como fundadora da Cia e da Escola Nós No Bambu um vasto campo de estudos em dança contemporânea, circo, capoeira e outras práticas do movimento.

 

SERVIÇO:

Ocupações em Residência Artística

  • O que: Chamada aberta para ocupações gratuitas em formato de residência

  • Quem pode se inscrever: Artistas, grupos e coletivos de circo, dança, teatro e performance do Distrito Federal

  • Período de inscrições: de 23 de março a 15 de abril de 2026

  • Duração da residência: Até 2 meses (entre junho e novembro de 2026)

  • Formulário de inscrição: https://forms.gle/ox4Rtyb74psavrzP8

Curso de Iniciação à Arte Corpo Bambu

  • O que: Curso gratuito de formação nos princípios da Arte Corpo Bambu

  • Quem pode se inscrever: Estudantes de Artes Cênicas (com comprovante de matrícula) ou integrantes de coletivos artísticos do DF, maiores de 18 anos

  • Período de inscrições: 20 de março a 3 de abril de 2026

  • Vagas: 20 vagas gratuitas

  • Quando: Encontros intensivos de 5h, aos sábados e domingos: 25/04, 26/4, 1º/5, 2/5, 3/5 e 905/2026, das 14h às 19h

  • Onde: Galpão Bambu – espaço de criação (Núcleo Rural Córrego do Urubu, Lago Norte, Brasília-DF)

  • Formulário de inscrição: https://forms.gle/aAq3VXrrZmW5vQx67

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